Ontem fui passear. Foram ao todo mais de 20Km, mas desenganem-se aqueles que possam pensar que fui apenas "fazer quilómetros", gastar as solas das sandálias, ou fazer exercício para manter uma linha esbelta especialmente na zona da cintura. Esta úlitma então só quem não me conhece é que poderia pensar tal coisa. Exercício para mim é subir escadas em vez de usar elevador, tocar bateria, ou fazer musculação ao polegar carregando nos botões do controlo remoto do DVD para não ter de descolar o traseiro do sofá. Ainda não me decidi se sexo conta como exercício físico ou só como forma de obter prazer. Se for considerado exercício se calhar também tenho tenho de incluir o mastigar de deliciosas iguarias culinárias como exercitamento dos maxilares.
Ontem foi mais um reviver a nostalgia das longas passeatas ao ar livre que já faço há quase 20 anos. Fui desde Sintra até aos Capuchos, Malveira da Serra e já tinha passado a praia do Guincho quando uma amiga me dá boleia para Cascais e depois até casa. Passei por paisagens tão diversas como a floresta da Serra de Sintra até aos areais e vista do oceano até ao horizonte que se tem no Guincho.
É claro que tudo tem um preço e hoje estou à rasca do meu pé esquerdo. Mas valeu a pena! Infelizmente, apesar de não ter tido companhia e poder dedicar os meus pensamentos exclusivamente ao que eu quiz, não deu para pôr as ideias em ordem na cabecinha e ajudar-me a encontrar uma solução para o período difícil da minha vida que estou a passar, mas pronto, não se pode ter tudo...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Passeata
terça-feira, 13 de maio de 2008
O caso Fritzl
Apesar do seu mediatismo, até teria dado pouca importância a este assunto, não fosse terem-me chamado a atenção para ele num fórum a que pertenço e onde raramente vou, mas onde mencionaram o meu nome a propósito de um tópico acerca do Sr. Fritzl.
Dado o que li por lá acerca deste assunto, gostaria de deixar aqui algumas considerações, sabendo de antemão que corro o risco de ser polémico:
1- Por princípio sou totalmente contra as posturas do género:"o homem merece tudo o que há de pior",etc. Isto não quer dizer que ache que se faça de conta que nada aconteceu, mas não acredito que o punir alguém ou fazer um criminoso sofrer traga algum conforto às vítimas no sentido de lhes retirar o sofrimento porque já passaram. Já é passado e não há nada que o faça voltar atrás. Por isso mesmo gosto de distinguir entre o que é punir alguém por um crime privando-o de liberdade e o retirar a liberdade a alguém porque se revelou um elemento perigoso para a sociedade e tem de ser impedido de reincidir. Discordo da primeira e concordo com a segunda.
2- É relativamente fácil ficar-se revoltado com alguém que cometeu um crime e desejar que aconteça mal a esse alguém ou desejar que sofra como punição desse crime. Mas quem tem a legitimidade moral de executar a punição? Quem está em posição de poder dizer:"como fizeste sofrer, isso dá-me a legitimidade de te fazer sofrer pois é o que mereces"? Não será esse executante da sentença também alguém que fez sofrer de propósito e merecedor de castigo? E quantas vezes o criminoso que ele castiga não fez o que fez por doença mental, ignorância, ou outro factor que não o desejo deliberado de fazer sofrer alguém, enquanto o executor do castigo tem mesmo essa intenção? Quem será pior?
3- Um caso destes em que alguém mantém a filha presa durante vários anos, violando-a diariamente, gera reacções de revolta, apelidando-se facilmente o homem de "monstro" e desejando-lhe o pior dos males. No entanto, casos como este são empolados nos media para nos ajudar a canalizar a nossa latente revolta contra este sistema que oprime a maioria de nós e nos faz perseguir falsas ideias de felicidade, tudo para benefício dos poderosos. Poderosos esses como chefes de estado, grandes capitalistas, que fazem as guerras, causam fome e exploração, e que geram em números astronómicos à escala mundial muito mais sofrimento que milhares de Fritzls juntos. Mas a esses chamamos "Senhor", "Excelência", etc em vez de "monstro" e em vez de os julgarmos curvamo-nos perante eles.
domingo, 11 de maio de 2008
Cena da pesada
Ontem por volta das 23h passei por Santa Apolónia de carro. no entanto não deixei de reparar numa rapariga com ar de vinte e poucos. Notei que teria um belo rosto, não fossem as marcas vermelhas neste, provavelmente consequência de consumo de algo "pesado" ou de alguma doença resultante disso. Não deixei de sentir uma enorme compaixão por esta rapariga que se deixou levar por este caminho de auto-destruição.
Ainda na véspera estive à conversa com um rapaz que trabalha numa loja de instrumentos musicais e tendo o tópico da conversa sido invariavelmente música acabei por falar num rapaz que conheço e sinto bastante simpatia e que toca numa banda de que gosto muito, mas com o qual já não falo há muito tempo. Segundo o rapaz da loja, este andaria metido em "cenas pesadas" e em consequência disso andaria bastante mal.
É pena ver isto acontecer às pessoas. Ouvimos falar destes casos, mas quando entramos nem que seja um pouco em contacto com a realidade da desgraça, apercebemo-nos da sua real dimensão humana e na maior parte dos casos da impossibilidade de podermos fazer algo para ajudar.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
O último dia da tua vida
No passado dia 24 de Abril o Lama Urgyen Chökyi Dorje (também conhecido por Lama Urgyen Chödor) por ocasião da sua 4ª vinda a Portugal deu uma conferência pública na qual falou sobre vários aspectos do Budismo que podem ser usados de uma forma prática no nosso quotidiano.
Entre diversos tópicos falou sobre a impermanência de tudo o que é composto, o que leva a que tudo o que nasce morre. Segundo as suas palavras, todos nós estamos intelectualmente conscientes de que um dia morreremos e de que não temos nenhuma certeza sobre quando esse dia será, podendo ser mesmo hoje. No entanto não a compreensão intelectual dessa verdade não significa a sua interiorização, o que levaria a viver segundo ela. Como agiríamos se soubéssemos que hoje era o nosso último dia? De certeza de forma bastante diferente. O Lama falou também de pessoas que tiveram experiências de quase morte em que chegaram a ser dadas como clinicamente mortas, e em como essas experiências alteraram a sua forma de estar na vida.
E se hoje fosse o teu último dia desta vida?...
Mais uma acha para a fogueira da repressão policial
Nova lei não impõe limites à polícia para uso da força
Para a Amnistia Internacional, a Lei de Segurança Interna é um retrocesso nos direitos humanos, pois não limita os meios coercivos.
Nuno Miguel Pereira npereira@destak.pt
A proposta de lei de Segurança Interna merece nota negativa por parte da delegação portuguesa da Amnistia Internacional (AI).
«A AI tem uma grande preocupação perante o pacote legislativo que este Governo está a preparar», revelou Paulo Albuquerque. De acordo com o dirigente da AI, a Lei de Segurança Interna, assim como a proposta de Lei de Organização da Investigação Criminal e a proposta de Lei Orgânica da PJ, «colocam em causa direitos dos cidadãos».
Paulo Albuquerque alega ainda que, com a nova legislação, «Portugal não cumpre as obrigações da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e a Constituição portuguesa».
Uso da força não limitado
Entre as situações que a AI considera mais preocupantes está a não definição dos casos em que é admissível o uso de meios coercivos, o que, segundo o dirigente da AI, «vai contra as indicações do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos».
A AI também critica a possibilidade de inibição da difusão de comunicações para efeitos de prevenção criminal que, assegurou Paulo Albuquerque, «não tem qualquer fundamento constitucional».
Em causa está a possibilidade de as comunicações poderem ser barradas no âmbito da prevenção criminal e não, como acontece actualmente, no âmbito do processo penal. Estes são os principais aspectos negativos apontados pela AI e que levam mesmo Paulo Albuquerque a afirmar que a nova legislação «é um retrocesso no que diz respeito aos direitos humanos».
Com as novas leis deverá ser criada a figura do secretário-geral para as diferentes forças policiais.
Contudo, e segundo a AI, a legislação é omissa na articulação entre o secretário-geral e o Ministério Público, o que pode causar «conflitos».
«A lei deveria criar mecanismo de apoio entre as duas entidades», sublinhou.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Para que a plebe saiba
Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato e não tem responsabilidades directas sobre a manutenção das pontes sob a sua jurisdição. É só 'empochar'...etc etc etc... a lista é um 'endless roll...'
Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer...), mais uns 'trocos' como consultor e professor
António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)
Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES
O que é isto ?
- Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no seu esplendor. Será, então:
cunha patriótica?
gamanço legal? ou, simplesmente são: sem vergonha!
...e depois este ESTADO até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor ! Não é acintoso? Ultrajante mesmo? Pois...
Já é tempo de parar! Não te cales,DENUNCIA!
Já 'denunciei'!...
sábado, 26 de abril de 2008
Finalmente em paz
O dia de hoje, apesar de ainda ir a 2/3, é um dos mais especiais da minha vida, isto porque após 15 anos sem a ver voltei a encontrar-me com uma das pessoas mais especiais e importantes da minha vida. Entre outras coisas, esta foi a pessoa que me demonstrou que alguém poderia gostar de mim e também a primeira pessoa de quem eu gostei profundamente. Mesmo tendo passado estes 15 anos nunca a esqueci e sei que nunca a esquecerei até ao fim desta vida. Infelizmente a nossa separação ocorreu com muita mágoa e sofrimento. O stress que me causou junto com outros factores poderá (apenas uma hipótese) ter sido o que despoletou a minha epilepsia latente. Mas com isso posso eu muito bem. O que me roía as entranhas era saber que tinha contribuido para grande sofrimento de alguém de quem eu tinha gostado tanto. Como bem diz a minha melhor amiga, eu perdoo e esqueço muito mais facilmente o mal que me fazem do que o que eu faço aos outros, e isto proporcionalmente ao meu afecto e consideração pela pessoa em causa. Julgo que não precisam de recorrer a uma máquina de calcular para perceberem o quanto isto foi um peso para mim durante todos estes anos. Após ter andado durante +-12 anos à procura dela para lhe falar, para me explicar, e principalmente para saber como ela estava, pois apesar da nossa separação e afastamento não deixei de desejar que ela fosse feliz, consegui finalmente encontra-la e voltar a vê-la e falar com ela. É que por mais que eu estivesse arrependido (apesar de que o que fiz na altura ter sido condicionado pela minha imaturidade e escassa experiência sentimental e auto-conhecimento), precisava de ouvir da boca dela que já tudo eram águas passadas e que não tinha qualquer rancor contra mim. Isto porque além de ser triste sentir que alguém de quem tanto se gostou nos guarda rancor, é mais triste ainda saber que por nossa causa uma pessoa não é totalmente feliz por sente rancor por algo ou alguém. Finalmente, depois de tantos anos reencontrei hoje a total paz mental. Agora sei que no dia em que morrer posso fazê-lo sem quaisquer remorsos. :)
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Segurar a porta
Algo tão banal como o acto de segurar uma porta pode ser fonte de grande alegria e satisfação. Quem não gosta quando alguém segura uma porta para nós, desde uma porta de um prédio até ao aguentar o fechar da porta de uma carruagem de Metro ou combóio para podermos entrar? Além disso eu também sinto alegria quando alguém faz o mesmo por mim e depois sorri com satisfação ao reconhecer os meus agradecimentos.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Ida ao Puarto
Amanhã ao fim da tarde bou para o Puarto e bolto no Sábado a meio da tarde, mesmo a tempo de ir a casa buscar o hardware necessário para lebar para o ensaio dos Black Kimono. Aliás, é mesmo para não me baldar a esse ensaio que em bez de ber o concerto dos Nightwish em Lisboua no Sábado bou bê-los no Coliseu do Puarto na 6ª à noite.
Esta é uma excelente oportunidade para ber ou reber algumas amigas e conhecidas da inbicta e não só (a Gi é duma terreola algures em Trás-os-Montes da qual não me lembro do nome). Umas já não bejo há montes de anos, outras só conheço birtualmente pela net e bou poder finalmente ber como são ao bibo e a cores.
Bou estar com a Ana (em casa de queim bou ficar), a Diana, a Gi, a Raquel e a SP. Como algumas delas que também são vegs espero conhecer alguns dos restaurantes com comida animal-friendly do Puarto. É só miúdas, não é? Isso é porque o Hugo (irmão da Ana) não tem o contacto do Rodolfo, guitarrista que conheci em 1993 (fase da minha bida em que ainda curtia que neim um maluco andar no mosh-pit, fazer crowd-surfing e stage-diving) quando era alto fã da banda de metal dele, os WC Noise, e que já não contacto desde 1995/1996.
Sem criar expectativas, antebejo uma experiência beim fixe. Só espero não bir de lá a falar assíim, carago!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Sentido da vida
Não, não vou blogar sobre o excelente filme dos Monthy Pyton. Esta mensagem é também sobre a amizade, tema já abordado por quase todos os blogadores que conheço. Geralmente gosto de não ter de ser igual aos outros, mas neste caso em particular não quero ser excepção. Há uns dias enviei a seguinte frase num SMS à minha melhor amiga: "A existência de pessoas na nossa vida por quem temos a capacidade de fazer algo contribui para lhe dar significado". Esta ideia pode ter um significado ainda mais amplo se em vez de a restringir-mos apenas a pessoas, a abrangermos a todos os seres.
Civismo a metro
Não sei que unidade de medida se usa para medir a quantidade de civismo dos nossos cidadãos, mas se fosse a mesma do comprimento, em alguns casos bastariam alguns centímetros. Um exemplo que ilustra esta afirmação é o que presencio todos os dias no Metro, especialmente mas não exclusivamente à hora de ponta: aqueles que querem entrar numa carruagem afunilam-se junto às portas mal deixando espaço para os que querem sair, e como se isso não bastasse, ainda antes de todos terem saído já começaram algumas pessoas a entrar empurrando aqueles que tentam sair de volta para dentro da carruagem, provavelmente isto tudo motivado pela ânsia de não perderem para a "concorrência" o tão almejado lugar (seja de pé ou sentado) que devem julgar pertencer-lhes por direito.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Victory - In weiter ferne so nah!
Esta música composta por Laurent Petitgand faz parte da banda sonora do filme "In weiter ferne so nah!" (em português "Tão perto, tão longe") de Wim Wenders, uma "continuação" de "As asas do desejo" do mesmo realizador.
Sempre que a ouço comovo-me e fico com arrepios (toca-me mesmo no fundo). Queria partilhar isto convosco.
Batalha de La Lys 2
Segundo artigo publicado no jornal Global, hoje que se celebram 90 anos do começo da batalha de La Lys, o Presidente da República teria declarado que "...evocamos a memória dosmilitares participantes no Corpo Expedicionário Português que, combateram em defesa dos valores da democracia e da liberdade norteadores dos Aliados, na sua luta contra as potências centrais...Lembrar a batalha e os militares portugueses que nela participaram é celebrar o exemplo que estes deixaram em prol da fraternidade entre os povos irmãos europeus".
Segundo o mesmo artigo e no que se refere ao envio das tropas para a guerra diz-se que: "Esta decisão teve razões políticas ligadas à necessidade de garantir para Portugal um lugar na mesa dos vencedores da guerra, de forma a assegurar a continuação do império, o qual era avidamente olhado pelas potências europeias". Ora esta verdade não foi mencionada pelo Sr. Cavaco Silva, se calhar por ser algo inconveniente, pois mesmo hoje em dia as verdadeiras razões para se participar numa guerra continuam a ser obscuros jogos envolvendo os poderes político e do capital.
Só no dia 9 de Abril de 1918 morreram 7500 soldados portugueses em combate, isto sem mencionar os feridos e mutilados para o resto da vida. Querem-nos impingir que o fizeram pela honra da nação e por ideais de liberdade, democracia e fraternidade, quando de facto são apenas marionetas nas mãos das sanguessugas da nação que já os exploravam e manipulavam enquanto civis. Pode-se também perguntar: porque não serão os seres humanos dos países ditos do Eixo nesta guerra considerados igualmente povos irmãos?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Química com peso
Caros bloguistas, blogueiros, amigos e visitantes: o nome desta mensagem pode gerar equívocos, mas asseguro-vos que este não tem nada a ver com química pesada, nomeadamente urânio enriquecido ou plutónio, mas sim com a relação entre os dois fármacos que a minha médica me prescreve e o meu aumento de peso que não é de negligenciar. Não é à toa que toda a gente e mais alguma me diz que estou mais gordo. Foram 20Kg (vinte quilogramas) em dois anos sem ter passado a comer mais. Não é que eu me chateie por umas banhas a mais, o que me irrita é ter perdido força e agilidade por não ter havido aumento de força muscular proporcional ao aumento de peso. A minha médica, com a qual tive consulta hoje, reconheceu que os comprimidos que me receita têm como efeito secundário fazer engordar. Antes dela confirmar eu já estranhava a coincidência de ter começado a emborcar drogas químicas (mas nada de ilegal daquelas que se compram na esquina do bairro a um gajo com ar de xunga, estamos a falar daquelas que se adquirem na farmácia) há um ano e meio e do aumento de peso em 2 anos.
Agora as boas notícias: como a concentração no sangue do medicamento para a epilepsia que eu tinha nas análises feitas a semana passada era perto de 90 quando o intervalo para os valores terapêuticos anda entre 50 e 100, a médica consentiu em baixar-me a dosagem desse fármaco de 1000mg/dia para 750mg/dia, assim como substituir o outro medicamento por um mais inócuo em geral sem efeitos para o peso e aprovado no início do ano para ser comparticipado. Ganda curte!!! Espero que com a continuação da ajuda da Medicina Tradicional Chinesa e isto, melhore o meu estado geral.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Joshua Bell no Metro - Pérolas a porcos ou falta de contexto?
Numa experiência inédita, um dos mais famosos violinistas do mundo tocou incógnito durante quase uma hora numa estação de Metro de Washington, despertando pouca ou nenhuma atenção.
Numa iniciativa do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares, tocou recentemente durante 45 minutos na estação L`Enfant Plaza no centro de Washington entre as 07.15 e as 08:00.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, pode indicar que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
Bell, vestido de jeans e t-shirt branca e com boné de um clube de basebol local, começou por interpretar "Chaconne", de Johann Sebastian Bach, que é, na sua opinião, "não só uma das maiores peças musicais jamais compostas, mas também um dos grandes sucessos de qualquer homem na história".
Este facto, obviamente, não impressionou os utentes do Metro, porquanto só passados três minutos e meio é que alguém decidiu recompensar o violinista deitando um dólar na caixa do violino.
E só passados seis minutos, assinalou o jornal, alguém parou para escutar Joshua Bell.
"Foi uma sensação muito estranha aperceber-me de que as pessoas me estavam a ignorar", disse Bell, habituado aos aplausos dos amantes da música.
"Num concerto eu fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas na estação de Metro as minhas expectativas rapidamente diminuíram. Comecei a ficar agradecido pelo mínimo dos reconhecimentos, mesmo um simples olhar. E fiquei muito agradecido quando alguém punha um dólar na caixa e não apenas alguns trocos", acrescentou Bell.
Os resultados surpreenderam também o director nacional da Orquestra Sinfónica Nacional, Leonard Slatkin, que declarou ao jornal esperar que, em cada mil utentes, "35 ou 40 reconhecessem a qualidade e entre 75 e 100 parassem para escutar".
O próprio Post tinha adoptado medidas para o caso de a presença de Bell provocar uma acumulação de transeuntes e "engarrafamentos" na estação de Metro, preocupações que provaram ser totalmente escusadas.
Para Bell, o pior foi quando acabou de tocar "Chaconne" e "nada aconteceu".
"As pessoas, que não notaram que eu estava a tocar, também não notaram que eu tinha acabado", disse Bell, que, como prodígio do violino, está habituado desde muito jovem a enormes aplausos.
Depois de "Chaconne", Joshua Bell tocou "Ave Maria", de Franz Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce, e a indiferença foi quase que total. Apenas sete pessoas pararam por alguns poucos minutos para escutar.
Mas o "herói cultural" da experiência do Washington Post foi John Picarello, um inspector dos Correios que se dirigiu para o topo das escadas onde Bell estava quando este começou a tocar "Chaconne" para terminar o seu "espectáculo".
Picarello escutou Bell durante nove minutos e disse ao jornal ter notado imediatamente tratar-se de "um violinista soberbo".
"Nunca ouvi ninguém deste calibre, tecnicamente muito bom e com um violino bom, com excelente som", descreveu Picarello, que se mostrou "espantado" pelo facto de a música de Bell não estar "a interessar a ninguém".
O inspector dos Correios deu cinco dólares a Joshua Bell sem saber de quem se tratava.
Foi quase já no fim do "concerto" que alguém finalmente reconheceu o violinista. Stacy Furukawa, uma funcionária no Departamento do Comércio, tinha, três semanas antes, ido a um concerto de Bell na biblioteca do Congresso e não pôde acreditar no que estava a ouvir na estação de Metro.
"Joshua Bell a tocar à hora de ponta e as pessoas passam, não olham e alguns atiram moedas de 25 cêntimos para dentro da caixa do violino. Vinte e cinco cêntimos! Que tipo de cidade é esta em que isto pode acontecer?", disse Furukawa ao jornal.
O sucedido motiva o debate: a presença de Bell no Metro foi um caso de "lançar pérolas a porcos"? É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou apenas uma opinião? Mark Leitahuse, um dos directores da Galeria Nacional de arte, afirmou ao jornal não estar surpreendido, porque arte tem de estar "em contexto".
Para Leitahuse, pode-se tirar de um museu uma pintura famosa no valor de cinco milhões de dólares, levá-la para um restaurante e "ninguém notará". Mesmo um especialista poderá apenas observar que se trata de uma boa cópia e continuar a comer.
Tudo é, portanto, na sua opinião, uma questão de "contexto".
Para outros, como o escritor John Lane, a experiência é um indicativo da "perda da capacidade de se apreciar a beleza".
O escritor disse ao Washington Post que o que aconteceu não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante para elas".
Bell assinalou ao jornal ter recebido dos utentes do Metro um total de 32,17 dólares pelos 43 minutos que tocou. Não foi "muito mau", considerou.
"Isto dá 40 dólares à hora, pelo que penso que poderia viver sem ter de pagar a um agente", ironizou.
Terça-feira, em Nova Iorque, Joshua Bell vai receber o prémio de melhor músico clássico dos Estados Unidos. Pelo que não há dúvidas de que alguém reconhece o seu valor e a beleza da sua música ainda que em contexto.
José Pestana, Agência LUSA
2007-04-10 09:40:01
sábado, 5 de abril de 2008
Príncipe Real
Hoje estava com uma neura e fui descontrair para o Parque Eduardo VII. Depois fui a pé para o Cais do Sodré passando pelo Príncipe Real. Tal como no jardim da Estrela e outros de Lisboa com as suas centenárias árvores estes espaços verdes fascinam-me. Penso em quantas pessoas já passaram por baixo daquelas árvores. Pessoas que nasceram, cresceram, envelheceram e morreram. Geração após geração que desfilaram sob o seu testemunho silencioso.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Uma lição sobre verdadeira potência
Apeteceu-me desbundar, e depois o South Park inspira-me...nada a fazer! Vejam e curtam, ou sintam-se chocados, mas vejam e acima de tudo oiçam...pode ser que aprendam qualquer coisa pertinente.

