It's time to wake up!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sick of rehearsing...going to the studio

Tendo aparecido a oportunidade da minha bandinha se candidatar a tocar no Super Bock Super Rock 2008 participando num concurso para bandas amadoras aberto até dia 17, vamos ter de correr para o estúdio para gravarmos uma demo com qualidade (as gravações dos ensaios feitas com o portátil são manhosas).
Fui anteontem com o Grigory (baixista) ver um estúdio na Póvoa de Santa Iria recomendado por um amigo meu que é técnico de som e vai também fazer a mistura. Gostámos das instalações e da relação qualidade/preço. As gravações ficaram marcadas para Domingo a partir das 15h e se for preciso para 2ª feira seguinte a partir do fim da tarde. Tenho andado a treinar diariamente as 4 músicas que vamos gravar ao som do metrónomo, para me habituar a este, que no fundo é essencial para que tudo fique certinho na gravação.
Deixo-vos algumas fotos nossas tiradas no último ensaio.





sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O PREC já acabou?

Para alguns parece que não. Pelo menos é o que parece quando os vejo a cruzarem as ruas nos seus carros com megafones donde saem apelos ao descontentament do género "isto não pode continuar assim, não a isto, não aquilo", intercalados com música do Zeca Afonso. Não percebo muito bem se apenas querem mostrar que existem ou se têm como objectivo alguma consciencialização social. Se for o segundo caso, já estão um bocado anacrónicos. Já não vivemos no século XIX quando Marx escreveu as suas teorias em que existia de facto uma dicotomia de classes entre proletariado e burguesia. Agora para além do espectro social já não ser tão preto/branco havendo uma vasta gama de classe média, o espírito de solariedade de classe existente nas origens do socialism perdeu-se, dando lugar ao sentimento mais egocêntrico de "eu também quero usufruir dos benefícios da sociedade de consumo, que se lixem os outros".
Não é com propaganda de rua deste género ou com cartazes com slogans do género "aquilo NÃO, isto JÁ" que se desperta as pessoas do seu estado hipnótico das telenovelas e futebol para as fazer tomar consciência da sua situação social tanto individual como global.
Não é à toa que um certo partido que representa uma forma de estar na esquerda do passado perca intenção de voto. É preciso uma esquerda com ideiais de esquerda mas mentalidade actual!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Persépolis

Fabuloso, a não perder!!!
«PERSÉPOLIS» é a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de 9 anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas.
Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os “guardas sociais” e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável.
À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria.Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e o extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa.
Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família.Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste.
Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.

NOMEAÇÃO PARA MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO - Óscares 2008
PRÉMIO DO JÚRI - Cannes 2007
PRÉMIO DO PÚBLICO - São Paulo 2007, Vancouver 2007
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO - New York Film Critics Circle, Los Angeles Film Critics
NOMEAÇÃO PARA MELHOR FILME ESTRANGEIRO - Globos de Ouro 2008

Site oficial do filme «PERSÉPOLIS»

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Deconstructing The Myth Of AIDS (Gary Null)


Agradeço à Cassandra (autora do blog Somatos) por me ter dado a conhecer esta versão dos factos

O candidato "esquecido"

Um amigo meu, (americano de nascença mas que farto de o ser tornou-se também grego e diz que um dia ainda rasga o seu passaporte dos USA frente à respectiva embaixada) falou-me do candidato às presidenciais (que entretanto se retirou em 23 Janeiro 2008) Dennis Kucinich com Cynthia Mckinny para vice. Ao contrário dos candidatos Barack Obama (que o meu amigo classifica como sendo negro por fora e branco por dentro) e Hilary Cllinton (descrita pelo meu amigo como tentando mostrar ser 2 vezes mais dura que um homem pelo facto de ser mulher) que do lado democrata têm tido toda a cobertura dos media, Dennis Kucinich foi completamente "esquecido", talvez pelo facto de ser incómodo para muitos lobbies e poderes estabelecidos. É fácil perceber o porquê desta afirmação vendo as suas propostas:

- Creating a single-payer system of universal health care that provides full coverage for all Americans by passage of the United States National Health Insurance Act.
- The immediate, phased withdrawal of all U.S. forces from Iraq; replacing them with an international security force.
- Guaranteed quality education for all; including free pre-kindergarten and college for all who want it.
- Immediate withdrawal from the World Trade Organization (WTO) and North American Free Trade Agreement (NAFTA).
- Repealing the USA PATRIOT Act.
- Fostering a world of international cooperation.
- Abolishing the death penalty.
- Environmental renewal and clean energy.
- Preventing the privatization of social security.
- Providing full social security benefits at age 65.
- Creating a cabinet-level "Department of Peace"
- Ratifying the ABM Treaty and the Kyoto Protocol.
- Introducing reforms to bring about instant-runoff voting.
- Protecting a woman's right to choose while decreasing the number of abortions performed in the U.S.
- Ending the War on Drugs.
- Legalizing same-sex marriage.
- Creating a balance between workers and corporations.
- Ending the H-1B and L-1 visa Programs
- Restoring rural communities and family farms.
- Strengthening gun control.

Para saber mais sobre Dennis Kucinich, visita o site da sua campanha em http://www.kucinich.us/

Loosing a friend


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diligência


Ontem foi o último dos 4 dias de ensinamentos dados pelo mestre Patrul Rinpoché sobre o capítulo 7 do Bodhicharyavatara (A via do Bodhisattva) de Shantideva.
O tema do capítulo é Diligência ("Heroic Perseverance" em inglês).
Deixo-vos alguns versos em inglês bem como alguns comentários feitos com base nos meus apontamentos:

Verso 2
Heroic perseverance means delight in virtue
Its contrary may be defined as laziness:
An inclination for unwholesome ways,
Despondency and self-contempt

Existem 3 tipos de preguiça: adiar coisas; vias impróprias; derrotismo e auto-desprezo

Verso 31
The forces that secure the good of beings
Are aspiration, firmness, joy, and moderation.
Aspiration grows through fear of suffering
And contemplation of the benefits to be attained.

Verso 40
Aspiration (motivation) is the root of every virtue,
Thus the Mighty One (Budha) has said.
And aspiration's root in turn
Is constant meditation on the fruits of action.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Peixes

Esta estória foi escrita em 2002 a meias entre o meu amigo Led (partes 1, 3 e palavra "FIM") e eu (partes 2 e 4).

Parte 1
Um quarto para as cinco. Espero lá! Eu e as cinco. Que tal chegar a hora, esse quarto. Daqui estou pendurado. Pendurado no futuro inexistente de um momento que estou a criar e que teima em não nascer. Mais um pouco, cada vez mais um pouco mas sempre sem poder saber (embora pensando que sim). Noutra ponta um raio chega. Traz consigo riscos e suposto sentido ou pelo menos significado. Inútil. Nada. Grande alguidar de plástico ou qualquer coisa parecida com isso. Semelhante e igual. De forma totalmente diferente. Uma estória com peixes. Peixes que brilham e guardam tesouros no fundo do mar. Grandes cavernas recheadas de tesouros, verdadeiras maravilhas de luz. Um dia vi um destes peixes e segui-o pelo mar adentro. Mergulhei bem fundo e fui até à sua porta. Pedi para me deixar entrar. E entrei. Mas só um pouquinho, alguns passos por lá. Lindo, maravilhoso. Depois, penso que fiz um gesto brusco, ou falei alto, assustou-se. Possivelmente nunca ninguém tinha entrado ali, assim à vontade e com gosto. Assustado empurrou-me para fora, para o coração do oceano, quase nem tive tempo de inspirar fortemente e senti-me aflito para voltar à superfície, quase tão aflito me vi para voltar a para terra. Cansaço e água por todo o lado. Pelo percurso ainda vi o peixe, preocupado com a minha inadequação ao meio e receoso que tivesse levado algo comigo. Não teve tempo de me revistar. Nada que preocupasse e só agora me lembrava disso, até teria sido boa ideia, mas..... não, nunca me teria lembrado disso, além do mais agora queria um pouco de terra e descanso, uma bela ilha com palmeiras e alguns canibais. Tenho conhecimentos nestes meios, certamente que não me deixariam mal. E não me deixaram. Simpáticos e alegres com sempre. Era bom estar em algo que se assemelhasse a casa. Foi nessa altura que passou um barco e deu-me boleia. O capitão era um velho amigo, excelente bailarino. Transportava com ele um papagaio e um dia a conversar com uma arara amiga dele descobri que ela brilhava. O mesmo brilho do peixe mas apenas no bico, até porque o corpo estava coberto de penas que transportavam o pó de muitas milhas de mar. (muitas milhas de mar) esse estranho que os peixes libertam e que cobre a superfície dos outros seres. É raro que se fixem na pele dos homens. Conheci apenas alguns contaminados. Que sorte, valem ouro e mais que isso.

Parte 2
Não os conheci mesmo na intimidade. Na realidade só os vi de vez em quando no mercado, sempre entre a banca do vendedor de peixe e a do chá. Chegavam sempre quando faltavam um quarto para as cinco e eram despidos de forma a que se visse a sua pele brilhante. Ficavam apenas com um número numa tabuleta pendurada ao pescoço de modo a serem identificados durante o leilão. Pelas cinco chegavam todos os gentleman. Vinham para tomar chá mas, não resistiam a licitar um ou dois contaminados. Era um espectáculo interessante. As mulheres que vinham comprar peixe olhavam fascinadas, sabendo que nunca poderiam participar. Os preços subiam em flecha. Alguns empenhavam todos os seus bens para poder comprar um homem de pele brilhante. Mas valia a pena, quando no fim o levavam atrás de si, mesmo que já não tivessem casa para onde ir. E era assim que se passava na feira de Habbid, sempre
a um quarto para as cinco. Recordava os tempos em que era menino e a minha mãe me
levava à feira quando ia comprar o peixe. Na longa viagem de volta à aldeia sonhava um dia poder também comprar um homem de pele brilhante. Sonhos de criança. Sonhos que partilhava com os meus companheiros de brincadeira que, apesar de ouvirem sempre o mesmo relato, não se cansavam de se sentarem à minha volta e serem embalados pela estória tão extraordinária que parecia fantasia. Um dia, mais velho, peguei na minha trouxa e decidi partir em busca da ilha dos homens brilhantes, de mares nunca dantes navegados e de aventuras nunca dantes vividas. Foi nessa altura que conheci o capitão e o seu navio, a bordo do qual fui marujo.

Parte 3
Foi provavelmente o período mais intenso da minha vida. Algo estranho tentar manter vivo em mim tudo o que era ali num deserto de água e relações. Não mais vi a minha família e amigos. Mas mais, sabia que estavam irremediavelmente para trás. Era muito difícil mantê-los vivos em mim de forma a manter-me a mim mesmo definido. A coisa que mais gostava era ficar à proa sentado sentindo o mar. Observa-lo mutante, ora irado ora letárgico, incapaz de diferenciar uma onda de outra e uma onda do mar, percebe-lo em partes e como um todo. E depois por entre a transparência do mar ver os peixes que brilhavam, ver essa estranhas atracções para a água. Não me recordo quantas vezes hesitei e pus-me de pé olhando a água pronto para saltar. Nunca me consigo lembrar mesmo de alguma vez ter tido uma boa razão para não saltar. Talvez nunca tenha visto um daqueles brilhos irresistíveis, e diz-se que quando se vê um salta-se mesmo. Um dia vi isso. Um colega meu observava o mar. Descontraído. Vi-o na distância a subir calmamente a borda e saltar. Assim com esta naturalidade. Sem mais nada. Realmente estranho e fascinante. Mais do que o peixe que nos atrairia acho que era o momento e esse gesto automático de certeza e livre vontade do salto que me fascinava. Fiz bastantes viagens. Mais do que qualquer outro que conheci sem nunca ter saltado e sempre á proa do barco. E sempre em busca dessa ilha encantada dos homens brilhantes. Diziam que as suas palavras eram doces e penetrantes, que estar simplesmente com eles era um prazer. Eram o próprio mar a ser pessoa. Ao longo destas viagens comecei eu a ficar brilhante. Antes era apenas um pequeno brilho interior suave e observar o brilho de tudo o que me rodeava: as pessoas e os objectos. Mais tarde tornou-se mesmo obvio e presente o meu brilho......

Parte 4
E com esse brilho fez-se luz. Uma luz interior que iluminava o meu espírito e me fazia compreender tudo, abarcar tudo. Agora sim, finalmente percebia como tudo se relacionava, como tudo estava interligado. Saltei!...Desta vez nem sequer pensei em fazê-lo, pura e simplesmente aconteceu. Tinha descoberto o segredo dos homens brilhantes. Olhei à minha volta... não estava no mar...tinha-me tornado no mar...eu era o mar!!!! Senti o barco atravessar-me. Afastei-me para o deixar passar e voltei a fechar-me atrás de si, sempre a abraçá-lo, sempre a acompanhá-lo onde quer que fosse. Olhei para as estrelas...eu era as estrelas brilhando lá longe nos confins do universo...eu era o universo!!! Retornei à minha forma de homem e acostei a uma ilha.
Pus o pé na praia. O brilho do meu corpo reflectia-se na areia dourada. Lá estavam eles, os outros homens brilhantes. Dirigi-me a eles sem dizer palavra. Não era preciso. Comunicávamos sem falar, víamos sem olhar, sabíamos sem ser preciso aprender. Reconheci um que estava mesmo à minha frente. Era o peixe que outraora tinha seguido até ao fundo do mar.

FIM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O papel também vem das árvores mas não é uma fruta!


Ainda agora quando fui à casa de banho acabei de assistir a uma cena não pouco incomum de alguém após lavar as mãos retirar 5 ou 6 toalhas de papel de seguida para as secar. Obviamente que grande parte delas foi para o caixote do lixo sem terem absorvido uma única gota de água. Porque é que o fulano não tirou uma toalha de cada vez e a usou o máximo possível para enxugar água das suas mãos antes de usar a próxima (já não falo em sacudir as mãos e deixá-las secar ao ar livre como eu faço e que até demora pouco tempo)? Se calhar se tivesse de arrotar uns cobres por cada toalha até tinha sido mais cauteloso e evitado desperdiçar. O problema de muita gente é que só pensa em euros, dólares, libras, yens, etc. Só acham que têm algo a perder quando lhes vão à carteira, mas não conseguem ver que também perdem quando o ambiente é lesado em função das suas atitudes de desperdício.
Quem falha de toalhas de papel, diz também guardanapos de papel nos restaurantes que muita gente que pouco ou nada os usa poderia guardar para reaproveitar futuramente mas não o faz. Ou falando num caso mais flagrante e grave temos a realidade dos nossos escritórios, onde apesar das empresas agora recorrerem mais a papel reciclado, os seus utilisadores imprimem coisas inutilmente e em folhas em branco, quando poderiam usar folhas já usadas de um lado para escrever ou imprimir no outro em vez de as deitarem fora. E para cúmulo dos cúmulos, muitos parecem ter as nádegas feitas de chumbo, tal a dificuldade em as descolarem das cadeiras para uma deslocação de alguns metros até ao posto de reciclagem no corredor, preferindo deitar o papel para o cesto do lixo. Talvez estejam a treinar intensivamente o encestanço para ver se ingressam na liga profissional de basquetebol NBA.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A ponta do Iceberg

Um Iceberg é como os esquemas obscuros de interesses da política de um governo; os casos de corrupção na justiça, desporto, empresas, instituições financeiras; os escândalos de pedófilia e abuso de menores; as cenas de violência doméstica; o abuso, exploração e tráfico de pessoas; o controlo dos cidadãos por parte do estado; a violência policial; o manipular dos governos e instituições por parte das grandes multinacionais; etc: só uma pequena ponta é que emerge à tona!

Vai um bife tenrinho?


Desculpem lá se me esqueci das batatas fritas, do ovo-estrelado e da salada de alface e tomate como acompanhamentos!

Darth Dissius

AVISO: Esta mensagem contém conteúdo que pode ser considerado chocante pelos seus leitores!
Era uma vez um rapaz que não gostava de si mesmo, sentia-se inferior aos outros, posto de lado e por vezes humilhado por eles.
Um dia, farto de acumular tudo isso, sentiu toda a sua revolta a vir ao de cima e espancou um colega de escola que o estava a humilhar. Esse dia foi uma reviravolta na sua vida. Descobriu todo o potencial da sua raiva e de como canalizar as suas frustrações através do ódio e da violência. A partir daí, apesar de não ter ganho confiança em si mesmo e ainda se sentir inseguro, deixou de se odiar e passou a odiar o mundo à sua volta, culpabilizando-o por todas as suas emoções e sensações amargas. Sempre que alguém o rejeitasse, em vez de se sentir amargurado com o facto, odiaria profundamente essa pessoa. A descoberta da música mais extrema ajudou-o a canalizar as sua emoções e a sua agressividade.
Porém, apesar desta nova atitude o fazer sentir melhor que a anterior não lhe trazia verdadeiramente felicidade. Um dia porém, já adulto, descobriu uma filosofia de vida já muito antiga com mais de 2500 anos, mas no entanto completamente nova para si e que lhe permitiu ter um prisma diferente das suas emoções. A razão de se sentir mal não eram os outros, mas a forma como ele interpretava as suas percepções. Por mais que tentasse nunca conseguiria completamente mudar o mundo à sua volta. Era preciso algo mais simples e mais radical: mudar-se-ia a si próprio. Os pensamentos, palavras e acções dos outros só têm a importância que cada um lhes dá. Apesar de por vezes ainda lhe surgirem pensamentos de raiva e agressividade para com situações que o fazem sentir mal, estas ocorrem cada vez menos e em menor intensidade graças à sua busca no auto-conhecimento e compreensão dos outros. E pouco a pouco o Darth Dissius voltará a ser o Dissi Skywalker...

Pagar para ter dinheiro?


Fui avisado que andaria por aí uma conspiração para enriquecer ainda mais os bancos à custa do Zé. A solução é simples e maquiavélica: cobrar uma taxazinha na "módica" quantia de €1.50 de cada vez que alguém levanta dinheiro numa caixa multibanco. Como muitas pessoas têm este hábito já muito enraizado e preferirão se calhar sujeitar-se a largar a taxa em vez de irem para as intermináveis filas dos balcões bancários, os bancos ganham umas massas, mesmo que a qualidade de atendimento possa diminuir com um maior afluxo de pessoas às agências.
Quem quiser fazer algo para tentar contrariar isto, assine a petição em http://www.petitiononline.com/bancatms/ já com quase 200000 participações.

Não fiques calado, demonstra o teu desagrado!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tou gordo!


É verdade, é o que toda a gente me diz, e hoje a balança confirmou-o. Fui hoje ao exame periódico de saúde da minha empresa e fui confrontado com a dura realidade que tenho mais cerca de 20Kg que há 2 anos (fonix!). Bem, de onde é que vem este aumento de massa todo? Tendo em conta que tenho uma dieta vegan e que como poucos fritos, só pode ser dos farináceos. Admito e confesso que o pãozinho encharcado com azeite é um dos meus fracos, mas o problema não são os litros de azeite, são antes os muitos pedacinhos de pão. Tenho de reduzir isto. Outro problema é que desde que comecei a dedicar-me com mais afinco ao estudo da bateria e à banda deixei de ter tempo para nadar. Apesar de tocar bateria gastar algumas calorias não se equipara a 1,5Km semanais de natação. Vou tentar outras soluções complementares que me permitam gastar calorias e ao mesmo tempo descansar a vista, como por exemplo de vez em quando sair do meu local de trabalho frente ao computador e subir e descer umas escadas. Vamos ver se resulta!...

Já passaram 4 meses???

Pois é, o tempo passa depressa e já faz hoje 4 meses desde que celebrei o meu último aniversário. Enquanto algumas pessoas afirmam suspirando "mais um dia!..." por cada um que começa, eu acho que é "menos um dia" por cada um que passa, menos um dia desta vida que temos para gozar e que nunca sabemos quando terminará...pode ser hoje!
Por falar em gozar o dia, o do meu aniversário foi bem fixe. Comecei por ir à festa de celebração de meio século de uma amiga que só fazia anos 3 dias depois mas que aproveitou o fim-de-semana para festejar. Depois fui passear pela Serra de Sintra com uns amigos, passámos a meia-noite no Cabo da Roca e ainda tentámos uma descida com ajuda de lanternas para a praia da Ursa, mas desistimos e fomos passar o resto da noite deitádos na praia do Guincho sob um céu magnificamente estrelado, adormecendo ao som da rebentação das ondas. Tenho que repetir a dose um dia destes! Talvez mais perto da Primavera para não haver tantos queixumes por causa do frio. Quem alinha comigo? Basta trazer um bom saco-cama e prazer em estar na natureza.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Quem é o deputado que te representa?

A esmagadora maioria dos portugueses, para não dizer a totalidade, não sabe responder a esta pergunta. Talvez pelo simples facto de que ela não tem uma resposta clara e inequívoca. Mesmo os cidadãos recenseados que no dia das últimas eleições legislativas se deslocaram às urnas e não votaram em braco ou anularam o voto, escolheram um partido político, não uma pessoa que os representasse na Assembleia da República. Cada partido consoante a percentagem de votos conseguida elege um certo número de deputados para o parlamento. É aqui que começa o grande busílis. Exibindo uma forma de estar que se poderia designar de "carneirada partidária", os deputados não votam segundo a sua consciência ou os seus princípios, mas de acordo com uma disciplina partidária quase sempre imposta. Deste modo está-se a alimentar uma data de parasitas inúteis, quando bastava ter um deputado por partido em que o peso do seu voto seria proporcional à votação obtida pelo respectivo partido nas eleições. Seriam assim 6 deputados em vez de 230.
É preciso um sistema que aproxime mais os cidadãos dos parlamentares. O sistema uninominal usado em alguns países também não é de todo justo pois um partido com mais votos a nível nacional pode eleger menos representantes. Um exemplo disto é o do Sr Bush que tendo tido menos votos a nível nacional do que o seu oponente Sr Al Gore, ganhou em mais estados (recorrendo a batota em alguns deles) e deste modo tornou-se presidente.
Julgo que o mais equilibrado seria um sistema misto em que se poderia votar num partido a nível nacional e numa pessoa que representaria uma determinada região. Uma hipótese seria por exemplo (mantendo o número de deputados em 230) criar entre 100 e 130 regiões que elegessem cada uma o seu representante. Os lugares dos restantes deputados seriam distribuidos segundo a percentagem de votação em cada partido (considerando já os deputados de cada partido eleitos por região). Este sistema teria as seguintes vantagens:
-Permitiria que fossem eleitos mais independentes, não estando sujeitos a estar incluidos como agora nas listas partidárias.
-Haveria mais liberdade de voto na assembleia pois um deputado eleito por uma região (quer fosse independente ou filiado num partido) votaria mais de acordo com as linhas de orientação que tinha prometido aos seus eleitores do que com directivas partidárias.
-Os eleitores teriam uma possibilidade de escolha de voto mais ampla, podendo votar num certo partido a nível nacional, mas escolher um representante para a região de outro partido ou independente.
-Os deputados de cada região teriam de "responder" aos seus eleitores de acordo com o seu sentido de voto na assembleia. Para o sistema ser mais democrático, bastava haver uma petição (inclusivamente online) de uma certa percentagem de cidadãos recenseados numa região para convocar novas eleições para o lugar de deputado dessa região.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Uma vida vale mais

Hoje tinha eu começado o meu passeio à beira-mar, quando passo por uns pescadores. Reparo que um deles mexe numas coisas perto das quais se encontra um balde. Espreito por acaso para dentro deste e reparo que lá dentro se encontra um peixe deitado de lado e meio dobrado visto o seu corpo ser maior que o balde. Aflito por estar restringido a um espaço tão exíguo, este debate-se. Vendo que ele estava ainda vivo fico com vontade de fazer algo por ele e pôr termino à sua aflição e morte quase certa que se avizinhava para breve.
Aproveitando o facto do dono do balde se afastar, pego neste e levando-o até junto do mar devolvo o peixe ao seu meio natural, salvando-lhe a vida.
A operação teria sido coroada com total sucesso, não fosse outra pessoa que tem como passatempo assassinar peixes (vulgarmente conhecido como pescador) ter vindo junto de mim todo irritado protestando contra o facto de eu ter libertado o peixe, ao que eu retorqui que ele não tinha nada de matar peixes.
A possibilidade de possuir outro ser humano como no caso da escravatura já acabou, e chegará o tempo em que será universalmente aceite que todos os seres serão donos de si mesmos e não propriedade de outro. Não estudei direito mas que eu saiba a lei portuguesa não concede a propriedade sobre um ser livre a quem o capturar. E mesmo que assim o fosse, segundo o princípio pelo qual me rejo, a lei natural que diz que a vida de cada um é pertença apenas de si mesmo tem mais valor e deve prevalecer!
Mesmo que infelizmente tenha havido uma altercação com outra pessoa por causa da minha acção, por mais que ela tenha ficado irritada, a vida de um ser foi salva, por isso considero o balanço positivo.

Colecção de olhos



O título pode parecer bizarro, mas já há muito que andava com a pica fantasiosa para fazer isto, pois acho os olhos das pessoas fascinantes com todas as suas cores e pormenores. Hoje depois de finalmente ter lido o manual da máquina fotográfica digital que me foi oferecida no meu aniversário (já lá vão quase 4 meses) comecei a minha colecção. Partilho os primeiros exemplares com vocês: da Dani e meu. Espero que gostem!