Esta música composta por Laurent Petitgand faz parte da banda sonora do filme "In weiter ferne so nah!" (em português "Tão perto, tão longe") de Wim Wenders, uma "continuação" de "As asas do desejo" do mesmo realizador.
Sempre que a ouço comovo-me e fico com arrepios (toca-me mesmo no fundo). Queria partilhar isto convosco.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Victory - In weiter ferne so nah!
Batalha de La Lys 2
Segundo artigo publicado no jornal Global, hoje que se celebram 90 anos do começo da batalha de La Lys, o Presidente da República teria declarado que "...evocamos a memória dosmilitares participantes no Corpo Expedicionário Português que, combateram em defesa dos valores da democracia e da liberdade norteadores dos Aliados, na sua luta contra as potências centrais...Lembrar a batalha e os militares portugueses que nela participaram é celebrar o exemplo que estes deixaram em prol da fraternidade entre os povos irmãos europeus".
Segundo o mesmo artigo e no que se refere ao envio das tropas para a guerra diz-se que: "Esta decisão teve razões políticas ligadas à necessidade de garantir para Portugal um lugar na mesa dos vencedores da guerra, de forma a assegurar a continuação do império, o qual era avidamente olhado pelas potências europeias". Ora esta verdade não foi mencionada pelo Sr. Cavaco Silva, se calhar por ser algo inconveniente, pois mesmo hoje em dia as verdadeiras razões para se participar numa guerra continuam a ser obscuros jogos envolvendo os poderes político e do capital.
Só no dia 9 de Abril de 1918 morreram 7500 soldados portugueses em combate, isto sem mencionar os feridos e mutilados para o resto da vida. Querem-nos impingir que o fizeram pela honra da nação e por ideais de liberdade, democracia e fraternidade, quando de facto são apenas marionetas nas mãos das sanguessugas da nação que já os exploravam e manipulavam enquanto civis. Pode-se também perguntar: porque não serão os seres humanos dos países ditos do Eixo nesta guerra considerados igualmente povos irmãos?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Química com peso
Caros bloguistas, blogueiros, amigos e visitantes: o nome desta mensagem pode gerar equívocos, mas asseguro-vos que este não tem nada a ver com química pesada, nomeadamente urânio enriquecido ou plutónio, mas sim com a relação entre os dois fármacos que a minha médica me prescreve e o meu aumento de peso que não é de negligenciar. Não é à toa que toda a gente e mais alguma me diz que estou mais gordo. Foram 20Kg (vinte quilogramas) em dois anos sem ter passado a comer mais. Não é que eu me chateie por umas banhas a mais, o que me irrita é ter perdido força e agilidade por não ter havido aumento de força muscular proporcional ao aumento de peso. A minha médica, com a qual tive consulta hoje, reconheceu que os comprimidos que me receita têm como efeito secundário fazer engordar. Antes dela confirmar eu já estranhava a coincidência de ter começado a emborcar drogas químicas (mas nada de ilegal daquelas que se compram na esquina do bairro a um gajo com ar de xunga, estamos a falar daquelas que se adquirem na farmácia) há um ano e meio e do aumento de peso em 2 anos.
Agora as boas notícias: como a concentração no sangue do medicamento para a epilepsia que eu tinha nas análises feitas a semana passada era perto de 90 quando o intervalo para os valores terapêuticos anda entre 50 e 100, a médica consentiu em baixar-me a dosagem desse fármaco de 1000mg/dia para 750mg/dia, assim como substituir o outro medicamento por um mais inócuo em geral sem efeitos para o peso e aprovado no início do ano para ser comparticipado. Ganda curte!!! Espero que com a continuação da ajuda da Medicina Tradicional Chinesa e isto, melhore o meu estado geral.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Joshua Bell no Metro - Pérolas a porcos ou falta de contexto?
Numa experiência inédita, um dos mais famosos violinistas do mundo tocou incógnito durante quase uma hora numa estação de Metro de Washington, despertando pouca ou nenhuma atenção.
Numa iniciativa do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares, tocou recentemente durante 45 minutos na estação L`Enfant Plaza no centro de Washington entre as 07.15 e as 08:00.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, pode indicar que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
Bell, vestido de jeans e t-shirt branca e com boné de um clube de basebol local, começou por interpretar "Chaconne", de Johann Sebastian Bach, que é, na sua opinião, "não só uma das maiores peças musicais jamais compostas, mas também um dos grandes sucessos de qualquer homem na história".
Este facto, obviamente, não impressionou os utentes do Metro, porquanto só passados três minutos e meio é que alguém decidiu recompensar o violinista deitando um dólar na caixa do violino.
E só passados seis minutos, assinalou o jornal, alguém parou para escutar Joshua Bell.
"Foi uma sensação muito estranha aperceber-me de que as pessoas me estavam a ignorar", disse Bell, habituado aos aplausos dos amantes da música.
"Num concerto eu fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas na estação de Metro as minhas expectativas rapidamente diminuíram. Comecei a ficar agradecido pelo mínimo dos reconhecimentos, mesmo um simples olhar. E fiquei muito agradecido quando alguém punha um dólar na caixa e não apenas alguns trocos", acrescentou Bell.
Os resultados surpreenderam também o director nacional da Orquestra Sinfónica Nacional, Leonard Slatkin, que declarou ao jornal esperar que, em cada mil utentes, "35 ou 40 reconhecessem a qualidade e entre 75 e 100 parassem para escutar".
O próprio Post tinha adoptado medidas para o caso de a presença de Bell provocar uma acumulação de transeuntes e "engarrafamentos" na estação de Metro, preocupações que provaram ser totalmente escusadas.
Para Bell, o pior foi quando acabou de tocar "Chaconne" e "nada aconteceu".
"As pessoas, que não notaram que eu estava a tocar, também não notaram que eu tinha acabado", disse Bell, que, como prodígio do violino, está habituado desde muito jovem a enormes aplausos.
Depois de "Chaconne", Joshua Bell tocou "Ave Maria", de Franz Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce, e a indiferença foi quase que total. Apenas sete pessoas pararam por alguns poucos minutos para escutar.
Mas o "herói cultural" da experiência do Washington Post foi John Picarello, um inspector dos Correios que se dirigiu para o topo das escadas onde Bell estava quando este começou a tocar "Chaconne" para terminar o seu "espectáculo".
Picarello escutou Bell durante nove minutos e disse ao jornal ter notado imediatamente tratar-se de "um violinista soberbo".
"Nunca ouvi ninguém deste calibre, tecnicamente muito bom e com um violino bom, com excelente som", descreveu Picarello, que se mostrou "espantado" pelo facto de a música de Bell não estar "a interessar a ninguém".
O inspector dos Correios deu cinco dólares a Joshua Bell sem saber de quem se tratava.
Foi quase já no fim do "concerto" que alguém finalmente reconheceu o violinista. Stacy Furukawa, uma funcionária no Departamento do Comércio, tinha, três semanas antes, ido a um concerto de Bell na biblioteca do Congresso e não pôde acreditar no que estava a ouvir na estação de Metro.
"Joshua Bell a tocar à hora de ponta e as pessoas passam, não olham e alguns atiram moedas de 25 cêntimos para dentro da caixa do violino. Vinte e cinco cêntimos! Que tipo de cidade é esta em que isto pode acontecer?", disse Furukawa ao jornal.
O sucedido motiva o debate: a presença de Bell no Metro foi um caso de "lançar pérolas a porcos"? É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou apenas uma opinião? Mark Leitahuse, um dos directores da Galeria Nacional de arte, afirmou ao jornal não estar surpreendido, porque arte tem de estar "em contexto".
Para Leitahuse, pode-se tirar de um museu uma pintura famosa no valor de cinco milhões de dólares, levá-la para um restaurante e "ninguém notará". Mesmo um especialista poderá apenas observar que se trata de uma boa cópia e continuar a comer.
Tudo é, portanto, na sua opinião, uma questão de "contexto".
Para outros, como o escritor John Lane, a experiência é um indicativo da "perda da capacidade de se apreciar a beleza".
O escritor disse ao Washington Post que o que aconteceu não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante para elas".
Bell assinalou ao jornal ter recebido dos utentes do Metro um total de 32,17 dólares pelos 43 minutos que tocou. Não foi "muito mau", considerou.
"Isto dá 40 dólares à hora, pelo que penso que poderia viver sem ter de pagar a um agente", ironizou.
Terça-feira, em Nova Iorque, Joshua Bell vai receber o prémio de melhor músico clássico dos Estados Unidos. Pelo que não há dúvidas de que alguém reconhece o seu valor e a beleza da sua música ainda que em contexto.
José Pestana, Agência LUSA
2007-04-10 09:40:01
sábado, 5 de abril de 2008
Príncipe Real
Hoje estava com uma neura e fui descontrair para o Parque Eduardo VII. Depois fui a pé para o Cais do Sodré passando pelo Príncipe Real. Tal como no jardim da Estrela e outros de Lisboa com as suas centenárias árvores estes espaços verdes fascinam-me. Penso em quantas pessoas já passaram por baixo daquelas árvores. Pessoas que nasceram, cresceram, envelheceram e morreram. Geração após geração que desfilaram sob o seu testemunho silencioso.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Uma lição sobre verdadeira potência
Apeteceu-me desbundar, e depois o South Park inspira-me...nada a fazer! Vejam e curtam, ou sintam-se chocados, mas vejam e acima de tudo oiçam...pode ser que aprendam qualquer coisa pertinente.
sábado, 29 de março de 2008
Phantom of the Opera
Um grande clássico da NWOBHM do albúm homónimo dos Iron Maiden de 1980 com o inesquecível e fabuloso Paul Di'Anno como vocalista.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Deus cura?
Uma rapariga de 11 anos do Wisconsin,USA (onde haveria de ser?) morreu vítima de uma forma tratável de diabetes, após os seus pais optarem por rezarem por ela em vez de a levarem ao médico (coisa que já não faziam desde os 3 anos dela), não por terem algo contra médicos, mas por acreditarem que só deus tem o poder de curar. Viu-se!
Por todo o mundo se fazem anualmente procissões e romarias pedindo curas a deus. Se realmente existisse um deus omnipotente e bondoso como é apresentado, seria preciso pedir-lhe algo?
Vídeo da conferência que os Monges interroperam dia 27/03/2008 em Lhasa (capital do Tibete) gritando e chorando.
Parece que todas as cadeias de televisão começaram já a divulgar estas dramáticas imagens.
No vídeo aqui apresentado a voz do jornalista diz via telefone (a tradução para o português é má):
"convidaram-nos a Lhasa, levaram-nos a diferentes locais, entre esse vários locais levaram-nos a um templo, em que um dos monges estava a explicar-nos, e de repente um grupo de cerca 50 a 60 monges apareceram a gritar e entoando slogans de que querem liberdade de que querem ser libertados, dizendo que mais de mil monges estão presos e dizendo também que querem que Dalai Lama volte para o Tibete e dizem que querem liberdade e de que têm estado sob prisão no templo, que estão proibidos de sair e isso mesmo antes dos incidentes de 14 de Março"
O repórter continua: "os oficiais chineses disseram que temos de ir [comitiva de jornalistas], que existem entrevistas para hoje e pediram-nos para sairmos daquele local [Templo], o incidente não foi só com monges, que também surgiram famílias, mulheres e crianças, idosos, não sabemos de onde surgiram todas essas pessoas, não sabemos se estavam escondidas no templo e usaram essa oportunidade para escapar do templo".
NO CONTEXTO DA MENSAGEM/VÍDEO
Anunciam as agências Reuters e Associated Press (AP) hoje!
Pontos chave:
- Governo Chinês organiza tour jornalística em Lhasa com jornalistas chineses e estrangeiros.
- Briefing aos jornalistas no Templo Jokhang (o mais sagrado do Tibete).
- Cerca de 30 monges começam a gritar "'Não acreditem neles [Governo Chinês]. Eles estão a enganar-vos. Eles estão a dizer mentiras.'"
- Gritam também: não existe liberdade religiosa e que o Dalai Lama não era o culpado da recente violência.
- Jovem monge grita: "O Tibete não tem liberdade! O Tibete não tem liberdade!"
- Os monges terão falado também em Mandarin para que os repórteres chineses os pudessem também entender.
A ler em:
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20108&article=Monks+in+Lhasa+interrupt+briefing%2c+say+China+lying
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20109&article=Tibet+monks+disrupt+tour+by+journalists
/// /// /// /// /// /// /// ///
"Por muito grande que seja a vossa veneração pelos Mestres tibetanos e
o vosso amor pelo povo tibetano, não falem mal dos chineses. As chamas
do odio só podem ser apagadas pelo amor e se o fogo do ódio não se
apagar é porque o amor não era ainda muito."
- Sua Santidade o Dalai Lama, Março de 2008.
AJUDE O POVO DO TIBETE:
Por favor assine e divulgue amplamente a petição internacional (já com mais de 1200000 assinaturas): http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/
Por favor escreva, telefone aos Partidos Políticos, Eurodeputados,
Diplomatas para que incitem o Governo Chinês:
- fim imediato à repressão.
- libertação de todos os que foram detidos.
- providenciarem imediata assistência médica a todos os que foram feridos.
Que as Nações Unidas - Conselho para os direitos humanos, enviem imediatamente uma delegação que descubra a verdade em todas as áreas afectadas de forma a que a situação não se deteriore no Tibete.
Diálogo imediato entre o Governo da República Popular da China e Dalai Lama e o Governo Tibetano no Exílio.
Mantenha-se informad@: http://www.tibet.net/ http://www.dalailama.com/ http://www.tibet.com/
Resolução da presente crise no Tibete com diálogo, não com armas!
Poder pelas armas não irá contribuir para a paz e União da China!
Liberdade para a imprensa cobrir o que se passa no Tibete!
Não ao blackout do Tibete - Abram o Tibete para todos verem!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Um peso, duas medidas
Li hoje numa notícia que o Sr Bush destacando-se de algumas vozes que sussurram a palavra boicote afirmou que iria estar presente na cerimónia dos Jogos Olímpicos em Pequim. Até aí tudo bem, não fosse este o mesmo gajo que ainda há poucas semanas confirmava a propósito da afirmação de Fidel Castro que não continuaria como presidente de Cuba, que os USA continuariam o bloqueio à ilha enquanto por lá não houvesse liberdade, democracia e direitos humanos. A China é bem pior que Cuba no que diz respeito a estas premissas, só que tem assento permanente no conselho de segurança da ONU, apesar de se afirmar comunista é uma potência emergente da economia capitalista (do mais selvagem e exploratório do seu próprio povo que se possa imaginar) , um potêncial vasto mercado para investimento económico e uma potência militar que não convém chatear, ao passo que Cuba é um mau exemplo para todos os regimes da América Latina que os USA fazem questão de controlar e explorar, um verdadeiro espinho no seu calcanhar de Aquiles.
Se o governo dos USA fosse coerente e verdadeiramente defensor dos direitos humanos, liberdade e democracia em vez de hipócrita deixava Cuba em paz (até adoptando um sistema de saúde baseado no deles que tem muita qualidade) e fazia bloqueios económicos era à China e outros países do mesmo calibre.
Epilepsia
As crises de Epilepsia podem assumir duas formas diferenciadas: generalizadas ou focais. No primeiro caso, as crises generalizadas podem ainda assumir vários subtipos: as tónico-clónicas (perda de consciência abrupt, em que o corpo fica rijo numa primeira fase, seguindo-se depois espasmos nos membros superiores e inferiores), as de ausência (são muito curtas, a pessoa fica com o olhar fixo, imóvel e alheada, mas recupera imediatamente), as mioclónicas (reflectem-se sob a forma de espasmos no corpo ou nos braços e pernas) e as atónicas (perda súbita de força muscular e da consciência, fazendo com que a pessoa caia).
No segundo caso, as crises focais podem ser simples (quando não ocorre perturbação de consciência) ou complexas (quando ocorre perda ou perturbação de consciência).
A Epilepsia pode manifestar-se em qualquer idade, mas é mais comum até aos 25 e depois dos 65 anos de idade. Grande parte das pessoas consegue ter uma vida activa e normal com tratamento adequado. A toma de medicação antiepiléptica na hora certa, a visita regular ao neurologista, um estilo de vida saudável, dormir bem e reduzir stress são algumas das medidas extra a ter em conta.
A Epilepsia não deve ser interpretada como sendo "sinal de pouca inteligência", o que muitas vezes acontece. Sabe-se que nomes conhecidos da história mundial como Alexandre o Grande, Pascal, Maomé, Sócrates, Molière, Júlio César sofriam de Epilepsia e nem por isso deixaram de sobressair pela sua inteligência e capacidade cognitiva nas diversas áreas onde foram distinguidos.
NOTA: Os subtipos a Bold são os que eu tenho.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Massacre de focas bebés no Canadá
Depois de em 2007 as cotas de caça terem descido de 325000 para 250000, este ano voltam a aumentar para 275000 (a população total ronda os 5,5 milhões).
Justificado pelo governo canadiano como forma de impedir as focas de destruir as reservas de peixe na zona (quando na verdade é a sobrepesca que o provoca), e como sendo uma actividade económica para numerosas comunidades rurais nas zona do Canadá atlântico, Quebeque e o no Norte, na realidade apenas cerca de um por cento das quotas autorizadas estão destinadas a caçadores tradicionais sendo que a grande caça às focas tem por fim a utilização comercial do pêlo de foca, producto comercializado essencialmente na Europa, nos mercados de moda. É essa uma das razões principais para que este massacre aconteça e esteja a ser fortemente apoiado pelo governo canadiano.
terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Batalha de La Lys
A embaixada francesa em Lisboa recorda hoje a participação do CEP (Corpo Expedicionário Português) na I Guerra Mundial, numa homenagem
integrada nas cerimónimas sobre o conflito, a decorrer em Paris. No 90º aniversário da batalha de La Lys (que decorreu de 9 a 29 de Abril de 1918), onde o CEP sofreu pesadas baixas face ao adversário alemão, será observado um minuto de silêncio.
Faz-me impressão esta expressão "pesadas baixas" parecendo que é mais um número do que um conjunto de vidas individuais cada uma com as suas características próprias. Vidas ceifadas por aqueles que apelidados de "inimigo" não mais faziam do que obedecer a ordens e tentar por sua vez proteger as suas próprias vidas. Tantas mulheres que perderam o seu amor, tantos filhos que ficaram sem pai, tantos amigos perdidos, tantos pais que criaram durante vários anos os seus filhos com esperança de um melhor futuro para eles do que o de perecerem no meio da lama com o corpo crivado de estilhaços ou perfurado por balas. Já para não falar daqueles que ficaram cegos, mutilados, amputados, incapacitados para o resto da vida. E para quê?
Alguns deles ainda tão novos, na flor da vida. Foi assim em mais uma guerra estúpida e absurda como todas sem excepção o são.
O meu avô materno esteve lá. Por entre as "pesadas baixas" safou-se "apenas" com ferimentos. Talvez devido aquilo que alguns designam por sorte, talvez devido à má pontaria dos alemães, talvez por não ter estado no local errado à hora errada, talvez por tudo isso junto. Não me sinto orgulhoso pelo facto dele ter participado, assim como quem diz "o meu avô esteve lá, fez qualquer coisa pelo país", mas sinto-me feliz por ele se ter safado. Caso contrário não estaria eu a escrever isto aqui e agora, pois não existiria.
sábado, 15 de março de 2008
Psicologia de massas do fascismo
Excertos retirados do livro "Psicologia de massas do fascismo" de Wilhelm Reich (autor do qual li vários livros entre os meus 16 e 18 anos e cujos escritos influenciaram bastante as minhas ideias da época e actuais sobre a sociedade patriarcal repressiva, a sexualidade e a religiosidade teísta).
Crianças não acreditam em Deus. A fé em Deus só se inculca nelas quando têm de aprender a reprimir a excitação sexual, que ocorre a par da masturbação. Assim, começam a ter medo do prazer e, depois, a acreditar realmente em Deus, a temê-lo. Por um lado, elas o temem como um ser omnipresente e omnisciente, e, por outro, invocam a sua protecção contra a própria excitação sexual. Tudo isto tem a função de evitar a masturbação. A inculcação das concepções religiosas processa-se, portanto, na primeira infância. Contudo, a ideia de Deus não seria suficiente para reprimir a energia sexual da criança, se não estivesse associada às imagens reais do pai e da mãe. Quem não respeita o pai comete um pecado; em outras palavras, quem não teme o pai, quem se entrega ao prazer sexual, é castigado. O pai severo, que nega a satisfação dos desejos da criança, é o representante de Deus na fantasia da criança, é quem executa a vontade de Deus. E se a veneração pelo pai é prejudicada pela compreenção real das suas fraquezas e insuficiências humanas, isso não leva à sua rejeição pela criança. Ele continua a existir na imagem de uma concepção de Deus abstrata e mística. Na organização social patriarcal, invocar Deus é invocar a autoridade real do pai. A criança, ao invocar "Deus",refere-se, na realidade ao pai.(...)
A inibição genital e a ansiedade do prazer podem ser, em qualquer dos casos, considerados como a essência energética de todas as religiões patriarcais que negam a sexualidade.
A religiosidade hostil ao sexo é producto da sociedade patriarcal autoritária. Nesse contexto, a relação pai-filho com que nos deparamos em todas as religiões do tipo patriarcal não é mais do que um conteúdo necessário, socialmente determinado, na experiência religiosa; mas essa própria experiência procede da repressão sexual nas sociedades patriarcais. A função que a religião passa a cumprir no decorrer dos tempos, a atitude de obediência em relação à autoridade e à renúncia, é apenas uma função secundária da religião. Ela pode apoiar-se numa base sólida: a estructura do homem patriarcal, moldada por meio da expressão sexual. A fonte viva da atitude religiosa e o eixo em torno do qual se produzem os dogmas religiosos residem na negação dos prazeres do corpo (...)
sexta-feira, 14 de março de 2008
A aberração do controlo privado
A floresta Amazónica é um bem da humanidade, no entanto devido ao falhanço dos governos dos estados em que ela está inserida em protegê-la, neste vídeo sugere-se que só o controlo por parte de privados poderá salvá-la. É sempre a mesma conversa, sempre que a gestão estatal falha, em vez de esta ser reestruturada, passa-se a gestão para as mãos dos privados. Foi o caso dos transportes, telecomunicações e ameaça ser o da segurança social e saúde. Como é que um privado que vê as pessoas não como alguém que tem direito ou merece usufruir de algo, mas como clientes a quem convém dar o que querem com o objectivo de ter o máximo de lucro possível, pode ter uma gestão orientada para servir os interesses da humanidade de forma isenta? O que o move não é um sentimento altruísta de proporcionar algo a alguém, mas um desejo egoísta de lucro. Por isso a entrega da gestão de algo essencial para o bem-estar e futuro de toda a humanidade como a Amazónia ao privado será a maior das aberrações.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Black Kimono
Estes últimos dias foram um marco histórico na ainda curta vida dos Black Kimono. Tentando concorrer ao concurso de bandas amadoras para tocar no festival Super Bock Super Rock, entraram em estúdio no Domingo passado para tentar gravar a maquete necessária à candidatura. Após 3 dias com sessões intensas de gravações que se arrastaram pela noite dentro, chegando a casa e deitando-se tarde (comigo foi às 3h30, 4h e 2h30) tendo de bulir ou ir às aulas no dia seguinte, decidiram adiar o término da gravação e misturas devido ao vocalista não estar a 100% devido a doença. Apesar de ter sido uma oportunidade perdida, hão-de aparecer mais, e mais vale ter um produto de qualidade a dar a cara da banda do que um sofrível.
No entanto esta experiência foi positiva porque todos os elementos pois aprenderam algo não só sobre o processo de estúdio como também de estratégia para a evolução da banda, tendo-se criado um espírito mais coeso e determinado. Estamos mais conscientes sobre o que há a corrigir e no que é preciso investir, nomeadamente mais ensaios em quantidade e frequência, assim como prática individual com vista a ter mais rodagem e conhecimento musical uns dos outros e criar coesão.
Quem nos quiser escrever já o pode fazer para kimono.black@gmail.com
segunda-feira, 10 de março de 2008
Também quero uma reforma assim!
Marques Mendes - Novo Pensionista!
Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro escrito em 1886
Hoje celebra-se o dia de...
Actualmente existem dias para quase tudo e alguma coisa. A variedade é grande e praticamente infindável. Olhando para o calendário ao meu lado vejo que existe o Dia Mundial da Árvore, o Dia Mundial da Água, o Dia Mundia da Metereologia, o dia Internacional das Aves, etc.
Estes são menos conhecidos, mas toda a gente está familiarizada com o Dia Mundial da Criança, Dia do Pai, Dia da Mãe, Dia Internacional da Mulher, entre outros exemplos.
A existência de alguns até faz sentido pois relembra que existem tipos de pessoas ou coisas especiais e das quais temos de cuidar e proteger, como por exemplo as crianças, os deficientes ou as vítimas de uma doença lixada.
Por outro lado, outros dias já me parecem ser mais uma oportunidade de nos exortar a comprar mais algo com o intuito de o oferecer a uma pessoa cujo o dia se celebre. É mais uma cartada do consumismo, que para além do Natal e dos aniversários nos faz sentir obrigados a provar o nosso afecto por alguém através da oferta dum produto qualquer. Até podemos não nos dar muito bem com essa pessoa e discutir com ela durante o resto do ano, ou pelo contrário até podemos ser generosos com essa pessoa todos os outros dias, mas quando chega "aquele" dia temos de comprar algo para dar a essa pessoa porque está estabelecido que assim deve ser e temos medo de sermos mal vistos ou de a outra pessoa achar que a desprezamos ou não gostamos dela se não o fizermos. Uma verdadeira chantagem psicológica do consumismo. A lavagem cerebral de que somos vítimas tem duas vertentes: a "obrigação moral" de dar, e a expectativa de receber só porque é o "dia tal". A meu ver os presentes que mais me tocam são os que são oferecidos quando não "tem que ser" e que sejam uma demonstração de afecto, mesmo que não tenham custado peva.
Estive a falar dos dias dedicados ao pai, mãe, avó, avô, namorado/a, etc.
Mas há um caso que ainda me faz mais confusão: o facto de haver um dia da mulher e não haver do homem. A existência desta situação faz sentido no contexto de uma sociedade em que a mulher ainda é discriminada em direitos e igualdade de oportunidades. Em pleno século XXI é triste isto acontecer e ser preciso lembrar que a mulher deve estar a par do homem e não ser discriminada, especialmente ainda em países que se vangloriam da sua superioridade moral e civilizacional, como no ocidente. Porque no dia em que houver direitos e oportunidades iguais, fará tanto sentido haver dia da mulher como do homem, pois caso contrário serão os homens vítimas de discriminação em relação às mulheres ao não terem um dia especial.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Mr Bacon vs Monsieur Tofu

Brace yourself for the ultimate food fight...
Those culinary arch enemies -- Mr. Bacon and Monsieur Tofu -- are finally facing off. On one side we have Mr. Bacon -- that happy-go-lucky slice of smoked meat with an "I dare you not to eat me," smirk on his face. On the other side there is Monsieur Tofu himself -- as healthy and nutritious as he is arrogant and self-righteous.
So we have the King of Junk Foods and the Dark Duke of nutrition -- And only one can dominate the food chain.
Who will win?
You'll have to decide when you have these bendable characters fight it out. Mr. Bacon stands 5-5/8" tall and Monsieur Tofu is a stocky 3-3/8". The vinyl figures have bendable arms and legs, and come in a kooky display box.
Oh..... and if you're thinking this is the most ridiculous toy you've ever seen, we'd have to agree with you.
